#
Artigos
Dicas
Dicas

Cartuchos All-In-One ou cartuchos com
Hopper e Fotocondutor separado


Texto publicado na revista Recicla Mais, ano 10 nº 109 de janeiro de 2011

 

Em primeiro lugar, vamos definir o que é um e o que é o outro.

Cartuchos All-in-one são aqueles cartuchos que contem tanto o hopper - depósito de toner - como todos os componentes necessários à impressão.

Quando um cartucho All-in-one é trocado, são trocados todos os componentes diretamente ligados à impressão.

Um cartucho com Hopper – depósito de toner – e Fotocondutor separado é exatamente como a definição diz:

Existe um "cartucho" que é só o depósito de toner e outro "cartucho" que é o Fotocondutor que contem o cilindro OPC (fotocondutor), diretamente ligado à impressão.

Vantagens e desvantagens

Nos cartuchos All-in-one a vantagem é que ao se trocar o cartucho, trocam-se todos os componentes, ou seja, o cartucho que substitui o anterior é um cartucho inteiramente novo em todos os seus aspectos.

Nos cartuchos com hopper e fotocondutor separados, geralmente, troca-se apenas o "cartucho" depósito de toner, pois o fotocondutor, como regra geral, possui uma vida útil três vezes superior ao rendimento do hopper.

Neste caso, a vantagem apregoada pelos fabricantes é o que o preço do hopper é muito inferior quando comparado ao preço do cartucho All-in-one.

Um cartucho que possui somente o depósito de toner, o cilindro revelador e lâmina/barra dosadora, será sempre muito mais barato do que um cartucho que possui todos os componentes necessários à impressão.

Mas quais seriam as desvantagens? Preço superior dos cartuchos All-in-one? Falta de confiabilidade do conjunto hopper/fotocondutor?

Problemas

Para exemplificar, vamos ver algumas histórias reais em relação aos cartuchos com hopper/fotocondutor separado.

O Banco do Brasil tinha há algum tempo atrás uma quantidade muito grande de impressoras Xerox 4512.

Para que não a conhece, essa impressora possuía dois cartuchos, um era somente o depósito de toner e outro, que fisicamente ficava por cima do hopper, era o cartucho fotocondutor.

O BB comprava somente o "cartucho" depósito de toner e o fotocondutor era considerado peça da impressora e era trocado apenas pela assistência técnica.

No funcionamento da impressora, o toner que sobrava era jogado no lixo existente no fotocondutor e com o passar do tempo, esse lixo ficava tão cheio que começava a causar um vazamento do pó de toner para dentro da impressora e para as páginas impressas.

Quando isso acontecia, o tempo de vida útil do fotocondutor já tinha sido extrapolado, mas como, segundo a assistência técnica, a causa de todos os defeitos era sempre o cartucho recondicionado que o BB utilizava, o vazamento ou as falhas de impressão nunca eram diagnosticadas como sendo provenientes do fotocondutor e sim do cartucho que estava sendo utilizado.

Várias foram as brigas e discussões a respeito deste assunto até que conseguimos provar que a grande maioria das falhas apresentadas era provenientes do fotocondutor e não dos cartuchos e todas as impressoras foram substituídas por modelos com cartuchos All-in-one.

Outro problema acontece ainda hoje com as impressoras Kyocera FS 1700 para impressão de cheques.

Esta impressora possui 3 (três) componentes separados. O cartucho que é apenas um depósito de toner, a unidade de revelação e o cilindro OPC, que é fisicamente separado da unidade de revelação e somente pode ser trocado pela assistência técnica.

Os cheques impressos nas Kyocera FS 1700 possuem um nível de sinal magnético mínimo de 120 microvolt, sinal mais do que suficiente para ser lido em qualquer leitora de cheques tanto nas agências como nas câmaras de compensação.

Mas durante certo tempo o BB teve alguns problemas nas leituras de seus cheques e quando fomos o pesquisar o porquê de tantos cheques estarem com nível de sinal tão baixo que praticamente impediam a correta leitura dos mesmos, descobrimos que o fato dos cartuchos serem separados era a principal causa do problema.

Os cartuchos que o BB comprava possuíam o nível de sinal correto, como comprovado em todos os testes efetuados a cada entrega de cartucho nos almox do BB.

O problema estava no conjunto unidade de revelação/cilindro OPC. Este conjunto possuía vida útil de 5 (cinco) vezes o rendimento do cartucho de toner, e após esse tempo deveriam ser obrigatoriamente substituídos.

Eram? Claro que não.

Como é muito complicado controlar impressoras espalhadas por todo o Brasil, era grande a quantidade de impressoras que, muito tempo após a instalação, ainda estavam com as unidades de revelação/cilindros originais.

Mesmo utilizando cartuchos de toner novos, com nível de sinal correto, os cheques gerados nestas impressoras possuíam nível de sinal de 20 – 30 microvolt, o que tornava impossível a correta leitura dos mesmos.

Mais um problema e este afeta principalmente os usuários de cartucho não originais é que na aquisição de dois produtos distintos, como garantir que o toner / cilindro revelador que está sendo utilizado no "cartucho" depósito de toner são compatíveis com o cilindro OPC que está no fotocondutor?

Conclusão

Embora o preço dos cartuchos que são somente depósitos de toner seja muito inferior aos dos cartuchos All-in-one, deve-se atentar para o preço dos fotocondutores.

E caso haja alguma dificuldade no controle do tempo de uso dos fotocondutores e estes podem vir a ser utilizados além do prazo recomendado, causando vazamentos e falhas de impressão, deve ser dada preferência às impressoras que utilizam cartuchos All-in-one.

 

Roberto Palmer
EQual Consultoria em Qualidade – Brasília-DF

Copyright © 2010-2015 - Equal Consultoria em Qualidade - Todos os direitos reservados